Por que será que os casamentos de hoje não dão certo?

A solenidade da Imaculada Conceição foi o dia em que a Providência escolheu para inaugurar o site do projeto Famílias Santas. O dia em que a Virgem Maria foi preservada do pecado original, em previsão dos méritos de Jesus Cristo, Deus – temos clareza sobre isso! – suscita um projeto em defesa da família, em favor do matrimônio, contra a cultura da morte e do descartável.

E por que o projeto Famílias Santas é importante? Por que há pessoas sofrendo e não são poucas. Na verdade, muitas pessoas têm procurado um matrimônio (ou um contrato de coabitação) de um tipo bem determinado. É difícil não perceber os egoísmos por detrás de uma cerimônia em que só se fala de si mesmos, de seus desejos e de suas próprias pretensões. Não à toa esses contratos de conveniência têm terminado com muito choro e traumas quase incuráveis. Onde não há doação e comprometimento, não há verdadeiro matrimônio católico.

Matrimônio – e matrimônio católico maximamente – é a doação de duas pessoas inteiras, sem reservas. Afora isso, é só mais uma aventura fadada ao fracasso. Os menos pacientes não completam o primeiro ano; os mais pacientes chegam a comemorar bodas. Mas a duração desse contrato de egoísmos não o torna menos indigno. Afinal, o ser humano é feito para o amor. E amor com data de validade não satisfaz a ninguém, ainda que uns desiludidos e machucados digam que não. Amor com condição é como contrato com multas pesadas: você nunca saberá se o relacionamento está de pé por gosto ou por medo. A maioria dos matrimônios não dá certo porque não dá para improvisar no amor, não dá para ser católico e usar pessoas. Os matrimônios atuais não dão certo porque não se aprendeu a doar-se.

Que Deus cumule de bênçãos o projeto Famílias Santas e que esse apostolado leve esperança e conhecimento aos que hoje sofrem em relacionamentos doentios, assim como alerte os que estão doentes e, por isso, não conseguem doar-se em nenhum relacionamento.

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