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Por que matrimônios católicos terminam inexplicavelmente?

Como explicar matrimônios, que tiveram preparo suficiente, de gente séria e comprometida, com apoio espiritual e humano, que apesar de tudo acabou com o abandono de uma das partes? A falência de matrimônios assim é muito comum e causa em nós, que acompanhamos de perto, certa surpresa. O que acontece com esses casamentos? Por que seus relacionamentos não dão certo, apesar de tudo apontar para o seu sucesso? Vejo aqui a intromissão de algo que nenhuma preparação prévia pode suplantar, nem a perspectiva humana superar sozinha. Há um elemento espiritual que precisa ser superado, mas que nem sempre é vencido pelos casais: os apelos do mundo!

Uma condição para o ser cristão é morrer para o mundo. O Evangelho de São Mateus nos lembra desse princípio irrenunciável do cristianismo: não é possível servir a dois senhores. O cristão sabe que não pode pôr um pé na Barca de Pedro e o outro no cais do mundo. Uma hora o inevitável acontecerá! Pois bem, ainda se veem muitíssimos casais católicos que, a despeito dos avisos e da preparação, sonham com um matrimônio irrealizável para o cristão ordinário: viagens, mansões, carrões, roupas caras, luxo e poder não são a realidade da maioria dos matrimônios cristãos. Se é verdade que esses bens não repugnam naturalmente ao matrimônio católico – e não repugnam! – também é verdade que não ocorrem com a frequência e a facilidade que prometem as novelas, os filmes e o imaginário dos jovens casamentos que vejo por aí. E é aqui que a tentação aparece.

Vendo que seu matrimônio não é o que pensou, o jovem esposo começa a comparar-se com o colega do colégio, que tem os carros que ele sonha, que tem os aparelhos tecnológicos que ele sonha, que esnoba com meninas cada vez mais jovens, enquanto ele está em um casamento que lhe tira esses bens, com os quais sempre sonhou. De outro lado, a esposa vê aquela colega de faculdade que viaja trimestralmente para o exterior, vê que sua vida sem filhos parece mais livre, vê que essa colega tem a aparência melhor que a dela, marcada pelo tempo e pelas gravidezes… Por que permanecer nesse matrimônio? Por que não aproveitar a vida e tudo o que ela pode dar? A resposta direta é simples: por que não somos feitos para a imanência. Por que só o eterno nos satisfaz plenamente. A promessa de Deus para a sua vida não é para essa, mas para a vida que virá. O cristão vive para a transcendência, pois ele sabe que esse mundo retribui muito mal nossos esforços.

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